CONAN OSIRIS: ‘fui fazendo sempre música até chegar à minha identidade’

Quando chegava ao Indie Music Fest, Conan Osiris já havera pisado alguns dos maiores palcos em Portugal e havera também sido aclamado como o novo António Variações. O fenómeno tomou a música portuguesa de assalto e fomos conhecer o homem por detrás do mito numa amena cavaqueira com Tiago Miranda, ou Conan Osiris como hoje o conhecemos.

Chegaste agora mesmo ao festival, já tiveste oportunidade de ver alguma coisa?

Ya, cheguei agora! Tive a jantar bué à pressa para ver o Luís (Severo).

Começando exatamente por aí: se cá tivesses estado os três dias como festivaleiro que bandas gostarias de ter visto?

Eu digo sempre que se pudesse estar nos festivais sempre a assistir era uma cena bué mais calma para mim mas como estou sempre em trabalho às vezes não consigo ver nada de jeito… Tipo, estive no Paredes de Coura e não consegui ver Arcade Fire! O meu coração explodiu de merda. Se eu pudesse via um bocadinho de todo o pessoal que eu curto e que conseguisse ver.

O Indie Music Fest foca-se na música portuguesa e aliás, calha no mesmo fim de semana do ZigurFest em Lamego, que também se debruça na música portuguesa. Em essência qual é a tua opinião acerca de festivais que se focam em artistas portugueses e acima de tudo em artistas que estão a começar a carreira e dá-lhes aqui um palco?

Na realidade, tudo o que seja uma plataforma para nós próprios é buéda bom, tipo é uma cena bué nobre – há tanto pessoal a fazer cenas fixes dá perfeitamente para reunir e fazer algo assim, como se está a ver.

 Agora focando mais em ti: como surgiu o projecto Conan Osiris?

O pessoal quando diz projecto… não, o Conan sou eu! Surgiu comigo próprio, surgiu surgindo. Fui fazendo sempre música até chegar à minha identidade mais formada, digamos.

Já tens três álbuns, embora só agora tenhas recebido realmente um grande reconhecimento…

Ya, imagina sempre fiz música mesmo sem estar a bater. Eu fazia música na mesma e foi um percurso natural e agora chegou a um ponto em que estou a comungar mais com o pessoal. Basicamente é só essa a diferença.

 E o feedback do público, como tem sido?

Eu curto bué estar com o pessoal… imagina, antigamente havia uma cena que não estava presente na minha parte musical que era eu só fazia música e nunca tocava ao vivo, não tinha a parte de estar com pessoal e essa parte é bué fixe. Às vezes imagina um show que até nem curti tanto mas se estiver com o pessoal a seguir e me derem bué boa energia fico totalmente saciado. Isso é muito bom, é algo que eu não tinha antigamente.

 O teu espetáculo em palco é singular…

É uma cena bué natural… eu, o João e vocês! Vocês fazem grande parte do espetáculo porque estão naquele momento a dar-me grande parte daquilo que eu preciso para continuar.

 Que influências citarias que te moldaram como músico?

Para esta pergunta eu digo sempre para irem ao meu instagram e verem porque é bué injusto estar aqui a destacar um ou outro quando são imensos e tenho lá tudo, swear to god!

 Uma música tua para descrever o ambiente do bosque encantado do Indie Music Fest.

Teria de ser algo muito natural que o setting é mesmo de bosque… Da minha parte quando estou a construir as minhas músicas tem sempre alguma parte verde, alguma parte clorofila, até porque tenho bué pássaros como samples, por isso acho que todas se identificam com este cenário de certa forma.

 

Fotografia: Mariana Silva
Entrevista: Joana de Sousa

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