Festival Para Gente Sentada em duas partes

1ª Parte:

De sul de África, a abrir o palco do teatro circo, chega-nos Alice Phoebe Lou.

Desde álbuns antigos a músicas de álbuns futuros, nomeadamente Paper Castles, álbum que sairá para o fim do ano, foram docemente tocadas.

Na banda constam músicos que são também amigos de longa data da cantora, menos o baterista. Esse tornou-se conhecido da Alice a uma semana do concerto e foi necessário como substituto neste festival, foram notórias algumas falhas e umas dicas de aceleração da cantora ao mesmo, mas devo dizer, que para quem se encaixou a uma semana naquelas andanças, esteve muito bem.

Foi “She” a música mais calorosamente recebida pelo público a par dos primeiros acordes. Não tivesse esta música sido criada para o filme Bombshell: The Hedy Lamarr Story, filme galardoado com diferentes prémios, e com o qual, esta música, chegou a entrar na lista das melhores originais dos Óscares de 2017.

São poucas as músicas do primeiro álbum com as quais Alice ainda se identifica, mas algo que se mantém desde então, é a forma como cativa o público com sua poderosa e crua voz (que em certos momentos me trouxe à memória King Krule) . Além disto, algo que também já se prolonga há uns anos é a admiração que tem pelo artista que a ela se seguiu.

 

Marllom Williams, o sexbomb que por meados de Agosto pisou o palco do Festival Vodafone Paredes de Coura, regressa a Portugal num registo mais intimista, mais profundo até, mais invernoso. Menos festival de verão, mas não menos quente.

Volta e meia dava uns golos na sua cerveja, dividido entre o piano e as guitarras. No meio dessas viagens disse o seguinte: “Thanks for keeping the Portuguese dream alive for us”, e nós agradecermos, não no momento, mas agora e em coro, por nos permitir fazê-lo, que há de ser sinal de que gostamos do seu trabalho.

 

Já no gnration, o palco foi estreado, nesta edição, pelos Medeiros/Lucas. Já com 3 álbuns à solta, o último lançado em março e razão da digressão no qual este concerto se insere, Sol de Março.

Depois de várias explosões entre a guitarra e a bateria (Pedro Lucas na guitarra e Carlo Mendoza na bateria), o que disseram ser o artista minhoto que mais apreciam por eles mesmos, foi chamado ao palco. Rui Souza, músico que também participou na gravação do álbum, foi acompanhar nas teclas Medeiros/Lucas.

Para embalar o pessoal chegou Filipe Sambado sem os acompanhantes de luxo, sozinho com uma guitarra, com uma fatiota de invejar como sempre.

Note-se a evolução que tem vindo a sofrer desde há pelo menos dois anos, altura em que o conheci no registo live, no mucho flow, num final de tarde.

 

2ª Parte:

Sem roupa, sem banda e com uma guitarra emprestada, Núria Graham, música Catalã regressa a Portugal, aonde diz ser sempre um prazer e onde quer voltar a presenciar–nos com a sua música.

 

Também em palcos portugueses, e em comum o do Primavera Sound, passou o tão aclamado artista que a  Núria se sucedeu, Nils Frahm.

Antes de carregar nos botões certos, referiu o seu último concerto em Portugal à chuva, e mostrou o agrado que sentiu nessa noite pela audiência que se manteve fiel, mesmo debaixo dos potes de chuva que tentavam tirar protagonismo aos artistas que pelo festival passaram.

Primeiro concerto da tour All Melody, último desta edição do festival no theatro circo.

O público fez-se sentir neste concerto mais do que em qualquer outro e, eu diria, que foi dos concertos mais intensos e envolventes do festival. Com as expectativas altas, a lotação esgotada, e um primeiro concerto de tour ( que por vezes pode estar sujeito, ainda, a pequenos ajustes ) era fácil não corresponder a 100% ao esperado, mas Nils Frahm fez jus ao sucesso que tem vindo a alcançar e respondeu com todo o brilhantismo ao expectado.

 

Esta edição acabou, como sempre, no gnration, com Ian seguida de Riding Pânico na Black box enquanto que dois andares abaixo estava Nuno Lopes num tom mais dançante a fazer o pessoal bater o pé.

E assim se fizeram duas partes do Festival Para Gente Sentada.

 

Para o ano contamos com mais,

Até lá!

Texto: Beatriz Moreira
Fotografia: @Marianasilvax

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